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No apagar das luzes... 09/11
O Sport Clube do Recife começou jogando
muito bem contra o Cruzeiro. Teve mais presença
de ataque e nos primeiros minutos de jogo
marcou 2x0. Parecia fazer um bom jogo. Mesmo
quando tomou o gol do Cruzeiro, ainda no
primeiro tempo, mostrava competência pare
vencer o jogo, baseado no discurso de "honrar
a camisa", utilizado pelos jogadores
do time nas entrevistas. Levando em conta
que o Cruzeiro vencia o Fluminense por 2x0
em casa e tomou uma virada por 3x2, parecia
possível a vitória do Sport ali. Terminaria
com as esperanças do Cruzeiro, que já não
parecia tão estimulado em campo.
Mas
algo aconteceu no segundo tempo. O time
do Sport simplesmente apagou e permitiu
o empate cruzeirense. Continuou com presença
de jogo e teve mais chances de fazer do
que de tomar 3x2. Infelizmente não concretizou
essas possibilidades - como dissemos, o
time "apagou" e as coisas não
mais aconteciam. Aliás, até aconteciam,
mas do lado oposto. Até que o Cruzeiro chegou
ao terceiro gol e sacramentou a vitória.
O
mais lamentável disso tudo foi o modo como
o jogo se encerrou. Já nos acréscimos, mas
antes do apito final, os refletores da Ilha
do Retiro começaram a se apagar (?), forçando
o final do jogo. Não imaginei que o apagão
do time do Sport seria tão literal...
Eu
poderia começar a comentar o quanto é absurdo
que o Sport no ano de sua maior glória que
foi disputar a Libertadores, ganhar do Colo
Colo no Chile, terminar como líder de um
grupo que ainda tinha Palmeiras, Colo Colo
e LDU agora terminar rebaixado... que isso
é falta de planejamento... etc. Mas não.
Isso tudo é óbvio. Todos já sabemos e é
lugar comum a qualquer time que enfrente
essa situação.
O que não entendo
é porque um time que começa jogando bem
os seus jogos acaba apagando dentro de campo
e tomando uma virada. Seria de se estranhar
que o mesmo viesse acontecendo, por exemplo,
com o Fluminense, que vem jogando bem e
ganhando seus jogos. O próprio Sport, contra
o Corinthians, jogou bem do início ao fim
e venceu o jogo. Muitas vezes o que ocorre
é aquele sentimento de desespero onde o
clube não consegue marcar e, ao tomar um
gol, sai derrotado. Mas nem foi isso o que
aconteceu, uma vez que o Sport começou vencendo
a partida por 2x0. É uma situação completamente
diferente das demais. O ataque do Sport
nem é ruim. Tem 45 gols marcados. Dos quatro
que estão na zona de rebaixamento, é o melhor
ataque. Aliás, o Sport tem apenas dois gols
a menos que o São Paulo. Tem um ataque melhor
que o Coritiba, o Atlético Paranaense e
que o Corinthians, todos fora da zona de
rebaixamento. Logo, a defesa é ruim, afinal
de contas, o Sport marca gols, mas perde
seus jogos - então toma mais do que marca.
São 60 gols sofridos. Segunda pior defesa
do Campeonato, ao lado da do Goiás, atrás
apenas da do Náutico. O time tem o mesmo
goleiro da Libertadores e a mesma defesa:
Moacir, César, Durval... como podem os mesmos
jogadores que lá atrás jogaram tão bem agora
bater cabeça?
Contra o Náutico, o
Sport também perdeu de virada. Nos empates
com Coritiba e Avaí, saiu na frente no placar
- aliás, contra o time catarinense, o Sport
chegou a abrir 2x0. Ou seja... ruim o time
não é. Ineficaz também não. Mas durante
o jogo, infelizmente acontecem apagões que
permitem ao Sport empatar ou perder a partida.
No final das contas não vence e é isso que
contribui para o rebaixamento. Uma pena.
Lá em cima, na tabela, tem tanta gente que
merecia mais amargar esse espaço. E o Sport
parece que paga simplesmente por uma súbida
falta de interesse que acontece em alguns
momentos do jogo.
Uma história tão
bonita, com Copa do Brasil e campanha histórica
na Libertadores, merecia pelo menos um desfecho
mais justo.
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