ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 09/11

Maradona, o homem

O polêmico. O falastrão, sempre com a língua afiada pronta para expressar sua (nem sempre requisitada) opinião. O "deus" de uma religião. O dependente químico. O político. O amigo de Fidel Castro. O homem mais amado da argentina. O simpático. O divertido. O amigo. O filho de um bairro absurdamente pobre. O pai de família. Tudo isso foi registrado em "Maradona por Kusturica" - que deixou um pouco de lado, mas não completamente, o futebolista.

Emir Kusturica é um veterano diretor cinematográfico sérvio, conhecido por "Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios", filme premiado no Festival de Cannes em 1985. No geral, Kusturica tem um estilo mais alternativo, fugindo de narrativas convencionais. E é por isso que "Maradona por Kusturica" é um grande documentário. Não há como falar de Maradona sem falar em futebol, isso é óbvio. Mas ver uma coletânea de gols de Maradona é muito fácil. Basta você assistir a uma edição do velho programa "Gol - O Grande Momento", procurar por vídeos no YouTube ou mesmo assistir uma das dezenas de documentário sobre este ícone do esporte que já foram produzidos. A Placar lançou um recentemente. É aquela coisa... o gol com a "Mão de Deus", o gol em que ele enfileirou a defesa inglesa, a repetição deste fato contra a Bélgica, o passe para o gol de Burruchaga na final contra a Alemanha, o passe para Cannigia em 1990 contra o Brasil, os gols pelo Nápoli... todos estamos mais que acostumados a essas cenas. E um filme não se faz com fatos óbvios. Seriam apenas gols.

É bem mais divertido ver Maradona vestindo uma camisa com sinal de PARE e a mensagem STOP BUSH! Ver o Pibe dando suas opiniões sobre seu amigo Fidel Castro, sobre Che Guevara, mostrando suas tatuagens, comentando a atual situação política da Argentina acaba sendo bem mais interessante - até porque as declarações de Maradona às quais temos acesso são provocações a Pelé e absurdos como "Continuem me chupando". As notícias sobre Maradona e o vício em drogas geralmente vieram através de exames anti-doping ou boletins médicos de um dos maiores jogadores da história internado numa UTI. Não estamos acostumados a ver Maradona falando de suas filhas - quer dizer, ele fala bastante nelas, mas esse tipo de entrevista nunca ganha a devida divulgação. Não sabemos qual a opinião de Maradona sobre a dependência química que viveu ou qual sua verdadeira opinião sobre o assunto.

O mais impressionante é poder constatar através do filme que o mito Maradona é maior que o próprio jogador Maradona. Que através de sua conturbada vida, o astro argentino foi muito mais longe que o seu futebol - o que é estupendo, uma vez que com a bola nos pés ele já foi longe demais. A ideia de Kusturica era mostrar o que Maradona representa para o mundo enquanto homem, não enquanto futebolista apenas. Seus envolvimentos políticos, independentemente de serem ou não de uma ideologia da qual eu ou você somos partidários, corroboram com a frase que o ídolo de Maradona, Che Guevara, disse sobre o futebol: "É uma arma da revolução". Para Kusturica, conviver com Maradona foi descobrir "Três Diegos": o ativista politicamente incorreto com língua afiada, o fanático por futebol e, acima de tudo, o pai de família.

"Maradona por Kusturica" foi produzido em 2008 e estreou no Festival de Cannes. Até onde sei, o filme, infelizmente, não foi lançado no Brasil - o que é realmente uma pena.

Se tiver oportunidade, assista.

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 02/11

Mais que um jogo

Jason McElwain, mais conhecido como J-Mac, é autista. O autismo é uma desordem de comportamento que altera a capacidade psicológica da pessoa se comunicar, mesmo possuindo inteligência e fala normais. Popularmente falando, conhece-se uma pessoa autista como alguém que geralmente é muito calado, praticamente não estabelece conversa com outras pessoas. Não costuma olhá-la nos olhos também. Resumindo, um autista é alguém que se priva de relações sociais. E, caso você pense naquele seu primo que ficou caladão, estranhão, trancado no quarto, não é disso que estamos falando. Um autista não toma suas atitudes por opção, mas por desvio de comportamento mesmo. É uma doença grave e crônica. Não espere que um autista tenha amigos ou namore.

Em 15 de fevereiro de 2006 Jason McElwain mudou o mundo. O garoto de Greece, subúrbio da cidade de Rochester, no estado de Nova York, era autista, apesar dos muitos tratamentos que teve para tratar do distúrbio. Uma das coisas que J-Mac gostava era basquete, e o esporte foi apontado como terapia para que McElwain pudesse desenvolver suas habilidades de comportamento - tecnicamente, é impossível para um autista participar de atividades de grupo, muito menos jogar basquete, um jogo coletivo onde é necessário passar a bola, dar ordens, receber ordens... Jim Johnson resolveu presentear McElwain em seu ano de concluinte e o escalou para jogar a última partida da temporada 2005/2006, no ginásio co Colégio Greece Athetna, contra o Colégio Spencerport. Por segurança, afinal de contas, McElwain poderia arruinar o jogo, Johnson o colocou na quadra nos últimos minutos da partida, com uma segura liderança no placar. E a surpresa: em apenas quatro minutos, McElwain marcou 20 pontos, uma média que para qualquer jovem normal valeria uma bolsa em uma grande universidade, como Gonzaga ou Syracuse, e um caminho aberto para a NBA. Seus arremessos eram precisos e, sim, ele jogou coletivamente, passando e recebendo a bola. O ginásio do Colégio de Greece, que estava lotado, vibrava a cada ponto marcado pelo garoto. Naquela temporada, Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers, havia marcado 81 pontos num jogo. Concorreu com Elwain no prêmio de Momento Inesquecível do Esporte em 2006. Perdeu. Ao final do jogo, vitória de Greece Athena por 79 a 43. E vitória ainda maior da família McElwain.

O jovem nem mesmo foi capaz de se graduar, pois teve que assistir a aulas de verão e conseguir crédito extra. Ainda não entrou para a faculdade. McElwain virou estrela, tendo livro publicado, um filme produzido sobre sua história e aparecendo em comerciais, programas de TV e virou mito nos Estados Unidos da América e no mundo.

E o esporte mostrou que não alivia apenas vícios e violência: é capaz de vencer até mesmo uma desfunção psicológica que nem mesmo a ciência tem a capacidade de evitar.

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 26/10

Quando as águas do Danúbio moviam os moinhos da Europa...

Bem antes dos milionários clubes ingleses, espanhóis e italianos brigarem a tapas pelos melhores jogadores para disputar a Liga dos Campeões, o futebol europeu era domidado pelos países da Europa Central. Em anos pré-II Guerra Mundial, a Tchecoslováquia, a Hungria, a Áustria, Iugoslávia, Romênia e Itália ditavam as regras do jogo. Obviamente, o único que se manteve neste patamar foi a Itália. Mas, como aquelas eram as potências da época, coube a elas se reunir para organizar o primeiro grande campeonato europeu de clubes.

Áustria, Hungria e Tchecoslováquia já haviam participado de um grande torneio no século anterior: a Copa Challenge, fundada em 1897. No entanto, não poderia ser considerado um torneio internacional, pois os três países compunham uma única nação, o Império Austro-Húngaro. O torneio durou até 1911, quando a Europa já vivia à sombra de uma inevitável guerra. Quando a I Guerra Mundial aconteceu, entre 1914 e 1918, o Impédio Austro-Húngaro foi desmantelado e a Copa Challenge não fazia sentido nenhum em existir. Mas os campeonatos nacionais de clubes começaram a se profissionalizar. Áustria, Hungria e Tchecoslováquia foram os primeiros a aderir à profissionalização, o que mostra como esses eram os clubes que dominavam o cenário.

Em 1927 aconteceu a primeira Copa Mitteleuropa, abreviada para Copa Mitropa, que significa Copa da América Central, com clubes dos três países e da Iugoslávia. Mais tarde se juntaram ao torneio Itália, Romênia e Suíça.

A Copa Mitropa durou até 1939, quando teve de ser interrompida pela II Guerra Mundial. Em 1951 passou a se disputar um novo torneio, chamado Copa Zentropa. Quatro anos depois surgia a Copa dos Campeões.

COPA MITROPA - ANO E CAMPEÕES
1927 - Sparta Praga, Tchecoslováquia
1928 - Ferencváros, Hungria
1929 - Újpest, Hungria
1930 - Rapid Viena, Áustria
1931 - First Viena, Áustria
1932 - Bologna, Itália
1933 - Áustria Viena, Áustria
1934 - Bologna, Itália
1935 - Sparta Praga, Tchecoslováquia
1936 - Áustria Viena, Áustria
1937 - Ferencváros, Hungria
1938 - Slavia Praga, Tchecoslováquia
1939 - Újpest, Hungria

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 19/10

Prêmio "Nobel" do Esporte

Você já ouviu falar na Copa Olímpica? Instituída em 1906 pelo Comitê Olímpico Internacional, a Copa Olímpica, também conhecida como Copa de Honra, é uma graduação idealizada pelo amante dos esportes, o Barão Pierre de Coubertin, idealizador também dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. A Copa Olímpica não é concedida por títulos ou vitórias, mas sim por valores. Até 1950 ela era oferecida anualmente a entidades, clubes ou atletas que contribuíssem para o desenvolvimento do esporte. De 1950 em diante, a Copa passou a ser ofertada exclusivamente a federações, associações ou fundações esportivas, bem como a cidades, estados ou países, mas não mais a clubes e atletas. O prêmio também passou a ser oferecido sem periodicidade definida, sendo entregue apenas quando o COI julgasse alguém merecedor - tanto que, desde 2005, quando o Museu Olímpico de Lake Placid recebeu a Copa, ninguém mais foi laureado.

Por que isso interessa? Porque existe um clube brasileiro que detém a honra. É o único clube de futebol no mundo, e a única instituição na América Latina a recebê-lo, além de ter sido o último clube no mundo a conquistar tal Copa: o Fluminense Football Club, em 1949.

O Fluminense fez a requisição do troféu em 1924, ao enviar ao comitê um inventário completo de sua história a instalações, contando inclusive com a realização dos Jogos Latino-Americanos de 1922, na sede do clube. Contou para esse feito também a construção do Estádio das Laranjeiras, o primeiro do país, para permitir que o Brasil recebesse o Campeonato Sul-Americano de Futebol, hoje Copa América, em 1919. Nova tentativa foi feita em 1926, 1927 e 1936. A última tentativa aconteceu em 1948, quando o Fluminense concorreu com o Conselho Central de Educação Física da Grã-Bretanha. Como os britânicos recebiam os Jogos Olímpicos naquele ano, o Fluminense, numa atitude diplomática, retirou sua candidatura. Um exemplo de espírito esportivo que certamente encantou os membros do COI. O Fluminense candidatou-se novamente em 1949 e conquistou a Copa Olímpica. Um título único que clube brasileiro nenhum poderá obter.

E hoje? Onde está esse Fluminense, que há 60 anos foi um exemplo de organização a ponto de encantar o próprio Comitê Olímpico Internacional?

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 12/10

Campeões do Século

Argentina e Uruguai se enfrentam numa batalha mortal nesta quarta-feira. O vencedor pode condenar o perdedor a ficar fora da Copa do Mundo de 2010.

Pode-se considerar Argentina x Uruguai como a terceira maior rivalidade da América do Sul, atrás de Brasil x Argentina e de Brasil x Uruguai. No começo do Século XX, no entanto, e, mais precisamente, até 1930, a maior rivalidade do continente era entre argentinos e uruguaios. As duas seleções realizaram suas primeiras partidas internacionais uma contra a outra. O primeiro torneio internacional foi a Copa Lipton de 1905, também entre argentinos e uruguaios. E, mais que isso, dividem até hoje a condição de países com o maior número de títulos internacionais.

Ao total, são 19 para cada uma das duas. Mas o mais engraçado são as coincidências entre os dois países, que têm como símbolo de sua bandeira um sol e camisas com a mesma tonalidade de azul, o chamado "azul celeste".

Segundo a RSSSF, a Fundação de Recordes e Estatísticas do Futebol, Argentina e Uruguai já jogaram 197 vezes, sendo 176 delas jogos oficiais. A Argentina leva vantagem: venceu 80 e perdeu 53 nos confrontos oficiais e venceu 10 e perdeu 6 amistosos.

Mas se estamos falando de títulos, vamos a uma lista de campeonatos vencidos pelas duas seleções:

ARGENTINA
Duas Copas do Mundo
Dois Ouros Olímpicos
14 Copas América
Uma Copa das Confederações (Copa do Rei)
URUGUAI
Duas Copas do Mundo
Dois Ouros Olímpicos
14 Copas América
Um Mundialito

Como pode-se verificar, os títulos das duas seleções são bastante semelhantes.

Mas partindo para torneios não-oficiais, temos a Copa Lipton, disputada entre as duas seleções de 1905 a 1992.

ARGENTINA
19 Copas Lipton
URUGUAI
11 Copas Lipton

As duas também disputaram um torneio chamado Copa Newton, de 1906 a 1976.

ARGENTINA
17 Copas Newton
URUGUAI
10 Copas Newton

E houve entre os dois países cinco Copas Juan R. Mignaburu. A Argentina venceu os cinco.

Em 1910, as duas seleções disputaram com o Chile uma Copa América ainda não oficial. Argentina e Uruguai venceram o Chile e se enfrentaram na rodada decisiva da Copa América. Deu Argentina, 4x1.

Enquanto Brasil e Argentina tinham a Copa Roca, Brasil e Uruguai tiveram a Copa Río Branco. Vamos comparar estatística dos dois torneios em separado.

ARGENTINA
Seis Copas Roca
URUGUAI
Três Copas Río Branco

A Argentina disputou com o Chile a Copa Carlos Dittborn Pinto. Venceu 8 vezes. Contra a Seleção do Peru havia a Copa Mariscal Ramón Castilla. Mais três títulos argentinos. Os argentinos têm duas Copas Kirin, promovida pela Federação Japonesa, uma Copa das Nações, e uma Copa Artemio Franchi - torneio disputado entre campeão da Copa América e Campeão da Eurocopa, embrião para a Copa das Confederações, do qual o Uruguai participou em 1985 e perdeu para a França.

BALANÇO FINAL
Entre torneios oficiais e não-oficiais, a Argentina leva larga vantagem sobre o Uruguai.

TOTAL DE TÍTULOS
ARGENTINA = 81
URUGUAI = 43

E levando em conta apenas torneios onde as duas seleções participaram.

TOTAL DE TÍTULOS
ARGENTINA = 61
URUGUAI = 40.

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 05/10

Brasil na Libertadores?

Semana passada comentamos sobre a origem dos campeões de cada edição da Liga dos Campeões - ou seja, como eles obtiveram a classificação para aquela edição do torneio.

Desta vez faremos uma análise parecida, mas num sentido diferente e mais amplo: como o Campeão Brasileiro se sai na Libertedores do ano seguinte? E o Campeão da Copa do Brasil? E os brasileiros que conquistaram a Libertadores, de onde surgiram? E os brasileiros que chegaram à final da Libertadore, mas não a conquistaram... como eles se classificaram a Libertadores? E o Campeão da finada Taça do Brasil? Como se saiu na Libertadores?

O Campeonato Brasileiro foi instituído em 1971. Antes disse houveram torneios como a Taça Brasil e o torneio Roberto Gomes Pedrosa. No entanto, cada país mandava apenas UM representante à Libertadores - e em várias ocasiões o Brasil boicotou a competição. A Libertadores só foi aberta a dois times de cada país em 1966.

Como o campeão da Taça do Brasil se saiu na Libertadores:
1959 - Bahia - Desempenho na Libertadores 60: Eliminado na primeira fase, pelo San Lorenzo da Argentina.
1960 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 61: Perdeu a final para o Peñarol do Uruguai.
1961 - Santos - Desempenho na Libertadores 62: CAMPEÃO
1962 - Santos - Desempenho na Libertadores 63: CAMPEÃO
1963 - Santos - Desempenho na Libertadores 64: Eliminado na semi-final pelo Independiente da Argentina.
1964 - Santos - Desempenho na Libertadores 65: Eliminado na semi-final pelo Peñarol do Uruguai.
1965 - Santos - Desempenho na Libertadores 66: NÃO PARTICIPOU
1966 - Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 67: Eliminado na segunda fase, com um ponto a menos que Nacional do Uruguai.
1967 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 68: Perdeu a final para o Estudiantes da Argentina.
1968 - Botafogo - Desempenho na Libertadores 69: Não participou.

A Taça Brasil acabou em 1968. Em 1969 e 1970 o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, criado em 1967, passou a contar como principal competição nacional.

Como o campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa se saiu na Libertadores:
1969 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 70: Não participou.
1970 - Fluminense - Desempenho na Libertadores 71: Eliminado na primeira fase, com dois pontos a menos que o Palmeiras.

Enfim, em 1971 surgiu o Campeonato Brasileiro.

Como o Campeão Brasileiro se saiu nas Libertadores:
1971 - Atlético Mineiro - Desempenho na Libertadores 72: Eliminado na primeira fase, sem nenhuma vitória.
1972 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 73: Eliminado na primeira fase, ficando atrás do Botafogo no saldo de gols.
1973 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 74: Eliminado na primeira fase, com três pontos a menos que o São Paulo.
1974 - Vasco - Desempenho na Libertadores 75: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
1975 - Internacional - Desempenho na Libertadores 76: Eliminado na primeira fase, com quatro pontos a menos que o Cruzeiro.
1976 - Internacional - Desempenho na Libertadores 77: Eliminado na segunda fase, com quatro pontos a menos que o Cruzeiro.
1977 - São Paulo - Desempenho na Libertadores 78: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
1978 - Guarani - Desempenho na Libertadores 79: Eliminado na segunda fase, com quatro pontos a menos que o Olímpia do Paraguai.
1979 - Internacional - Desempenho na Libertadores 80: Perdeu a final para o Nacional do Uruguai.
1980 - Flamengo - Desempenho na Libertadores 81: CAMPEÃO
1981 - Grêmio - Desempenho na Libertadores 82: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
1982 - Flamengo - Desempenho na Libertadores 83: Eliminado na primeira fase, com cinco pontos a menos que o Grêmio.
1983 - Flamengo - Desempenho na Libertadores 84: Eliminado na segunda fase, ficando atrás do Grêmio no saldo de gols.
1984 - Fluminense - Desempenho na Libertadores 85: Eliminado na primeira fase, sem nenhuma vitória.
1985 - Coritiba - Desempenho na Libertadores 86: Eliminado na segunda fase, com três pontos a menos que o River Plate da Argentina.
1986 - São Paulo - Desempenho na Libertadores 87: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
1987 - Sport* - Desempenho na Libertadores 88: Eliminado na primeira fase, três pontos a menos que o Universitario do Peru.
1988 - Bahia - Desempenho na Libertadores 89: Eliminado nas quartas-de-final pelo Internacional.
1989 - Vasco - Desempenho na Libertadores 90: Eliminado nas quartas-de-final pelo Nacional da Colômbia.
1990 - Corinthians - Desempenho na Libertadores 91: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Boca Juniors da Argentina.
1991 - São Paulo - Desempenho na Libertadores 92: CAMPEÃO
1992 - Flamengo - Desempenho na Libertadores 93: Eliminado nas quartas-de-final pelo São Paulo.
1993 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 94: Eliminado nas oitavas-de-final pelo São Paulo.
1994 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 95: Eliminado nas quartas-de-final pelo Grêmio.
1995 - Botafogo - Desempenho na Libertadores 96: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Grêmio.
1996 - Grêmio - Desempenho na Libertadores 97: Eliminado nas quartas-de-final pelo Cruzeiro.
1997 - Vasco - Desempenho na Libertadores 98: CAMPEÃO
1998 - Corinthians - Desempenho na Libertadores 99: Eliminado nas quartas-de-final pelo Palmeiras.
1999 - Corinthians - Desempenho na Libertadores 2000: Eliminado na semi-final pelo Palmeiras.
2000 - Vasco da Gama - Desempenho na Libertadores 2001: Eliminado nas quartas-de-final pelo Boca Juniors da Argentina.
2001 - Atlético Paranaense - Desempenho na Libertadores 2002: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
2002 - Santos - Desempenho na Libertadores 2003: Perdeu a final para o Boca Juniors da Argentina.
2003 - Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 2004: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Deportivo Cali, da Colômbia.
2004 - Santos - Desempenho na Libertadores 2005: Eliminado nas quartas-de-final pelo Atlético Paranaense.
2005 - Corinthians - Desempenho na Libertadores 2006: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Boca Juniors da Argentina.
2006 - São Paulo - Desempenho na Libertadores 2007: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Grêmio.
2007 - São Paulo - Desempenho na Libertadores 2008: Eliminado nas quartas-de-final pelo Fluminense.
2008 - São Paulo - Desempenho na Libertadores 2009: Eliminado nas quartas-de-final pelo Cruzeiro.

Em apenas cinco ocasiões o Campeão Brasileiro chegou à final. Venceu em três delas, sendo a última em 1998. A última final protagonizada por um Campeão Brasileiro foi em 2003, com o Santos de Diego e Robinho.

Na maioria das ocasiões, o Campeão Brasileiro foi eliminado por um próprio time brasileiro, embora isso tenha acontecido diversas vezes por conta do regulamento.

Criada em 1989, a Copa do Brasil ficou conhecida como o caminho mais próximo à Libertadores. Como seus campeões costumam se sair no torneio continental?
1989 - Grêmio - Desempenho na Libertadores 90: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
1990 - Flamengo - Desempenho na Libertadores 91: Eliminado nas quartas-de-final pelo Boca Juniors da Argentina.
1991 - Criciúma - Desempenho na Libertadores 92: Eliminado nas quartas-de-final pelo São Paulo.
1992 - Internacional - Desempenho na Libertadores 93: Eliminado na primeira fase, sem nenhuma vitória.
1993 - Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 94: Eliminado nas oitavas-de-final pela Unión Española do Chile.
1994 - Grêmio - Desempenho na Libertadores 95: CAMPEÃO
1995 - Corinthians - Desempenho na Libertadores 96: Eliminado nas quartas-de-final pelo Grêmio.
1996 - Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 97: CAMPEÃO
1997 - Grêmio - Desempenho na Libertadores 98: Eliminado nas quartas-de-final pelo Vasco.
1998 - Palmeiras - Desempenho na Libertadores 99: CAMPEÃO
1999 - Juventude de Caxias - Desempenho na Libertadores 2000: Eliminado na primeira fase, com três pontos a menos que El Nacional do Equador.
2000 - Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 2001: Eliminado nas quartas-de-final pelo Palmeiras.
2001 - Grêmio - Desempenho na Libertadores 2002: Eliminado na semi-final pelo Olímpia da Paraguai.
2002 - Corinthians - Desempenho na Libertadores 2003: Eliminado nas oitavas-de-final pelo River Plate da Argentina.
2003 - Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 2004: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Deportivo Cali, da Colômbia.
2004 - Santo André - Desempenho na Libertadores 2005: Eliminado na primeira fase, com um ponto a menos que o Palmeiras.
2005 - Paulista - Desempenho na Libertadores 2006: Eliminado na primeira fase, com apenas uma vitória.
2006 - Flamengo - Desempenho na Libertadores 2007: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Defensor do Uruguai.
2007 - Fluminense - Desempenho na Libertadores 2008: Perdeu a final para a LDU do Equador.
2008 - Sport Recife - Desempenho na Libertadores 2009: Eliminado nas oitavas-de-final pelo Palmeiras.

Em quatro ocasiões tivemos campeão da Copa do Brasil disputando uma final, vencendo três delas - a última em 1999. A última vez que um Campeão da Copa do Brasil chegou à final foi em 2008, o Fluminense de Thiago Neves e Renato Gaúcho.

O Brasil só teve dois títulos da Libertadores nos anos 60: Santos, em 62 e 63. Em 1962 o time disputou a competição como Campeão da Taça Brasil de 1961. E em 1962 disputou como campeão da Libertadores anterior, mas mesmo assim, venceu também a Taça Brasil 62 - abrindo vaga para o vice, Botafogo, jogar a Libertadores também. Portanto, neste caso o Santos a jogou como Campeão da Libertadores de 1963.

Analisando de onde vieram os times brasileiros que conquistaram a Libertadores, temos:
1962 - Santos - Modo de Classificação: Campeão da Taça Brasil 1961
1963 - Santos - Modo de Classificação: Campeão da Libertadores 1962.
1976 - Cruzeiro - Modo de classificação: Vice-campeão Brasileiro em 1975.
1981 - Flamengo - Modo de classificação: Campeão Brasileiro em 1980.
1983 - Grêmio - Modo de classificação: Vice-campeão Brasileiro em 1982.
1992 - São Paulo - Modo de classificação: Campeão Brasileiro em 1991.
1993 - São Paulo - Modo de classificação: Campeão da Libertadores em 1992.
1995 - Grêmio - Modo de classificação: Campeão da Copa do Brasil em 1994.
1997 - Cruzeiro - Modo de classificação: Campeão da Copa do Brasil 1996.
1998 - Vasco da Gama - Modo de classificação: Campeão Brasileiro em 1997.
1999 - Palmeiras - Modo de classificação: Campeão da Copa do Brasil em 1998.
2005 - São Paulo - Modo de classificação: 3º colocado no Campeonato Brasileiro em 2004.
2006 - Internacional - Vice-campeão Brasileiro em 2005.

E os brasileiros que perderam a final? Como eles chegaram à Libertadores?

1961 - Palmeiras - Modo de Classificação: Campeão da Taça Brasil de 1961. Perdeu para: Peñarol do Uruguai.
1968 - Palmeiras - Modo de classificação: Campeão da Taça Brasil de 1967. Perdeu para: Estudiantes da Argentina.
1974 - São Paulo - Modo de classificação: Vice-campeão Brasileiro de 1973. Perdeu para: Independiente da Argentina.
1977 - Cruzeiro - Modo de classificação: Campeão da Libertadores 1976. Perdeu para: Boca Juniors da Argentina.
1980 - Internacional - Modo de classificação: Campeão Brasileiro de 1979. Perdeu para: Nacional do Uruguai.
1984 - Grêmio - Modo de classificação: Campeão da Libertadores 1983. Perdeu para: Independiente da Argentina.
1994 - São Paulo - Modo de classificação: Campeão da Libertadores 1993. Perdeu para: Vélez Sarsfield da Argentina.
2000 - Palmeiras - Modo de classificação: Campeão da Libertadores 1999. Perdeu para: Boca Juniors da Argentina.
2002 - São Caetano - Modo de classificação: Vice-campeão Brasileiro de 2001. Perdeu para: Olímpia do Paraguai.
2003 - Santos - Modo de classificação: Campeão Brasileiro de 2002. Perdeu para: Boca Juniors da Argentina.
2005 - Atlético Paranaense - Modo de classificação: Vice-campeão Brasileiro de 2004. Perdeu para: São Paulo.
2006 - São Paulo - Modo de classificação: Campeão da Libertadores em 2005. Perdeu para: Internacional.
2007 - Grêmio - Modo de classificação: 3º colocado no Campeonato Brasileiro de 2006. Perdeu para: Boca Juniors da Argentina.
2008 - Fluminense - Modo de classificação: Campeão da Copa do Brasil 2007. Perdeu para: LDU do Equador.
2009 - Cruzeiro - Modo de classificação: 3º colocado no Campeonato Brasileiro de 2008. Perdeu para: Estudiantes da Argentina.

Ou seja, de 15 finais que equipes brasileiras perderam, NOVE foi para times argentinos - quatro vezes o Boca, duas vezes o Estudiantes, duas o Independentie e uma vez o Vélez Sarsfield.

E a curiosidade final: o Brasil participou de 26 finais de Copas Libertadores. Em duas delas, no entanto, tivemos dois brasileiros a disputando, o que faz com que tenhamos tido no total 28 finalistas.

Desses 28, seis estavam defendendo o título - ou seja, classificaram-se à Libertadores como campeões do ano anterior; e seis foram Vice-campeões Brasileiros; cinco foram Campeõres Brasileiros; quatro foram campeões da Copa do Brasil, três classificaram-se na tabela do Brasileirão e três classificaram-se pela Taça Brasil.

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 28/09

De onde veio o campeão? - Liga dos Campeões da UEFA

De que maneira o campeão de cada edição da Liga dos Campeões chegou ao torneio? Sendo campeão nacional? Vice-campeão nacional? Terceiro lugar? Campeão da própria Liga dos Campeões? Vamos conferir cada caso, desde que o torneio tem esse nome.
- 1993: Olympique Marseille - Campeão Francês em 1992
- 1994: AC Milan - Vaga garantida como vice-campeão de 1993, pois o campeão Olympique Marseille foi punido e suspenso do torneio, mas, em todo caso, o Milan foi campeão Italiano em 1993
- 1995: Ajax - Campeão Holandês em 1994
- 1996: Juventus - Campeão Italiano em 1995
- 1997: Borussia Dortmund - Campeão Alemão em 1996
- 1998: Real Madrid - Campeão Espanhol em 1997
- 1999: Manchester United - Vice-campeão Inglês em 1998. Disputou a fase pré-qualificatória.
- 2000: Real Madrid - Vice-campeão Espanhol em 1999
- 2001: Bayern de Munique - Campeão Alemão em 2000
- 2002: Real Madrid - Campeão Espanhol em 2001
- 2003: AC Milan - Quarto colocado no Campeonato Italiano em 2002. Disputou a fase pré-qualificatória.
- 2004: Porto - Campeão Português em 2003
- 2005: Liverpool - Quarto colocado no Campeonato Inglês em 2004. Disputou a fase pré-qualificatória.
- 2006: Barcelona - Campeão Espanhol em 2005
- 2007: AC Milan - Terceiro colocado no Campeonato Italiano em 2006. Disputou a fase pré-qualificatória.
- 2008: Manchester United - Campeão Inglês em 2007
- 2009: Barcelona - Terceiro colocado no Campeonato Espanhol em 2008. Disputou a fase pré-qualificatória.

Até 2002, havia um favoritismo maior dos campeões nacionais. De 2003 para cá, há uma alternância entre campeões nacionais e equipes classificadas por terceiras ou quartas colocações em seus campeonatos, passando por fase pré-qualificatória.

Caso essa alternância fosse lógica, o que não é, esse ano teríamos um campeão proveniente de título nacional - o que reforçaria uma possibilidade de bi-campeonato do Barcelona.

Desde 1993 não temos um bicampeão. O último bicampeão foi o AC Milan, em 1989 e 1990, quando a competição ainda se chamava Copa Europeia. Nos primeiros anos da Liga, com sua nova fórmula, era corriqueiro que um clube chegasse a finais consecutivas, embora não necessariamente as vencesse. O Milan perdeu a final em 1993, venceu em 1994 e perdeu em 1995. O Ajax venceu em 1995 e perdeu em 1996. A Juventus venceu em 1996 e perdeu em 1997 e 1998. O Valencia perdeu em 2000 e 2001. De 2001 até aqui, só o Manchester United, em 2008 e 2009, atingiu duas finais consecutivas.

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 21/09

A pátria de raquetes

Houve um tempo em que o Brasil já teve, efetivamente, na elite do tênis mundial, conquistando títulos de Grand Slam e se consolidando como uma grande potência do esporte, graças a um talento individual. E obviamente deixo esses adjetivos e substantivos em abertos para induzir você a pensar que falo de Gustavo Kuerten. Não, não falo do Guga, apesar de achá-lo um jogador igualmente genial, mas sim de Maria Esther Bueno.

Maria Esther Audion Bueno já figurou num Topetudo de Bola aqui no Fanático como a maior atleta brasileira fora de um campo de futebol. Injustiça. Maria Bueno, como é conhecida fora do país, merece a honra de ser a legítima maior atleta brasileira de todos os tempos, incluindo neste ranking masculino e feminino - sim, ela supera Pelé e Ayrton Senna sem a menor dificuldade. E este esquecimento é a prova da memória do brasileiro para qualquer coisa que não seja futebol ou automobilismo.

Sua primeira final de Grand Slam foi em 1959, quando venceu o tradicionalíssimo Campeonato de Wimbledon. No mesmo ano veio o primeiro US Open, numa época que ainda era conhecido como US Championships e era jogado na grama. Em 1960, o bicampeonato de Wimbledon e mais uma final de US Open, esta perdida para Christine Truman Janes. O bi do US Open só aconteceu em 1963. No ano seguinte, vice-campeonato em Roland Garros e tricampeonato de Wimbledon e do US Open. Em 1965, dois vices: Aberto da Austrália e Wimbledon. Repetiu o vice de Wimbledon em 1966, ano em que tornou a conquistar o US Open, seu último grande título individual.

Em duplas femininas, são 11 títulos, a maior parte deles ao lado de Darlene Hard. Mas Maria Bueno já conquistou títulos ao lado de lendas como Billie Jean King e Margaret Court. Ao todo, os campeonatos de duplas de Bueno: 5 Wimbledon, 4 US Opens, um Aberto da Austrália e um Roland Garros. De quebra, ainda tem um Roland Garros de duplas mistas.

Fosse hoje em dia, Maria teria bonequinha, revista, camiseta, shampoo, pasta de dente, refrigerante, álbum de figurinhas, grife... tudo com sua marca. Mas como memória de brasileiro é curta, "Maria", só Nossa Senhora, e "Bueno", só o Galvão.

 

  ESPECIAL - POR THIAGO LEAL - 14/09

Eliminatórias da Copa - O gigante tombou...

Desde o princípio não é novidade seleções grandes ficando fora de Copa do Mundo. Mas ignoremos o período entre 1930 e 1966, por entender que o futebol era outro esporte. A Copa do Mundo de 1970 definiu o futebol moderno. De 1974 para cá, podemos considerar um G7 das principais forças do futebol mundial: Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, França, Inglaterra e Holanda. Seis delas já foram campeãs mundiais pelo menos uma vez. E a Holanda disputou duas finais e sempre se mostrou forte em Copas do Mundo. A Espanha enquadra-se num nível específico. Embora não vá bem em Copas do Mundo, os espanhóis participam de todas desde 1978. O bicampeão mundial Uruguai caiu de nível após sua última grande participação, em 1970, e pode ser consierado uma força de segundo escalão, ao lado de Suécia, Dinamarca, Portugal, Polônia, Noruega, Croácia, Paraguai, México... é aquele caso onde as seleções são boas, algumas até tiveram participações recentes marcantes, mas você não sente falta delas numa Copa do Mundo.

E o futebol africano merece uma classificação à parte. Os últimos tempos determinaram Camarões e Nigéria como as principais forças do continente. Os outros nomes como Costa do Marfim, Gana, Senegal, Togo, etc., são nomes menos habituais, mas respeitados pelo fato dos africanos sempre aprontarem para cima de seleções maiores.

Levando esse parâmetro em consideração, temos nove Copas do Mundo “modernas”: 74, 78, 82, 86, 90, 94, 98, 02 e 06. Destas, apenas em 98 e 06 tivemos todos os membros do G7.

Em 1974 nem França, nem Inglaterra participaram. A Inglaterra também ficou de fora de 1978. Em 1982 foi a vez da Holanda não participar, fato que se repetiu em 1986. Em 1990 não tivemos a França, e em 1994 também não – ano em que a Inglaterra voltou a ficar de fora. E em 2002, novamente a Holanda.

O caso da França em 1994 foi absolutamente ridículo. A Seleção Francesa tinha mais dois jogos, ambos em casa, e precisava pelo menos EMPATAR um deles para ir ao Mundial. Os adversários? Israel e Bulgária. Perdeu ambos de virada por, respectivamente, 3-2 e 2-1.

De 1970 para cá, apenas Brasil, Itália e Alemanha participaram de todas as Copas do Mundo. De 1974 para cá, a Argentina se junta ao escalão. E de 1978 até o presente é a vez a Espanha entrar neste clube exclusivo. Ou seja, a Espanha, que ainda briga pelo seu lugar no grupo de cima, é mais constante que Holanda, França e Inglaterra.

A Copa do Mundo de 2010 corre o risco de ficar sem Argentina e França, além de Portugal, o que não faria tanta diferença assim – de 1974 pra cá, Portugal só disputou as Copas de 86, 02 e 06, e antes disso apenas a de 66.

Mas gigantes ficando fora do Mundial, como se vê, não é algo tão fora do comum e acontece praticamente em toda edição da Copa. Nas últimas quatro Copas, isso ocorre alternadamente entre um Mundial e outro. Ou seja, é perfeitamente possível termos Argentina e França sem passaporte para a África do Sul.

Caso isso realmente aconteça, não há dúvidas de que a própria Copa do Mundo é quem vai sofrer uma baixa.

 

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