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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 09/11 |
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Maradona, o homem
O polêmico. O falastrão, sempre com a
língua afiada pronta para expressar sua
(nem sempre requisitada) opinião. O "deus"
de uma religião. O dependente químico. O
político. O amigo de Fidel Castro. O homem
mais amado da argentina. O simpático. O
divertido. O amigo. O filho de um bairro
absurdamente pobre. O pai de família. Tudo
isso foi registrado em "Maradona por
Kusturica" - que deixou um pouco de
lado, mas não completamente, o futebolista.
Emir
Kusturica é um veterano diretor cinematográfico
sérvio, conhecido por "Quando Papai
Saiu em Viagem de Negócios", filme
premiado no Festival de Cannes em 1985.
No geral, Kusturica tem um estilo mais alternativo,
fugindo de narrativas convencionais. E é
por isso que "Maradona por Kusturica"
é um grande documentário. Não há como falar
de Maradona sem falar em futebol, isso é
óbvio. Mas ver uma coletânea de gols de
Maradona é muito fácil. Basta você assistir
a uma edição do velho programa "Gol
- O Grande Momento", procurar por vídeos
no YouTube ou mesmo assistir uma das dezenas
de documentário sobre este ícone do esporte
que já foram produzidos. A Placar lançou
um recentemente. É aquela coisa... o gol
com a "Mão de Deus", o gol em
que ele enfileirou a defesa inglesa, a repetição
deste fato contra a Bélgica, o passe para
o gol de Burruchaga na final contra a Alemanha,
o passe para Cannigia em 1990 contra o Brasil,
os gols pelo Nápoli... todos estamos mais
que acostumados a essas cenas. E um filme
não se faz com fatos óbvios. Seriam apenas
gols.
É bem mais divertido ver Maradona
vestindo uma camisa com sinal de PARE e
a mensagem STOP BUSH! Ver o Pibe dando suas
opiniões sobre seu amigo Fidel Castro, sobre
Che Guevara, mostrando suas tatuagens, comentando
a atual situação política da Argentina acaba
sendo bem mais interessante - até porque
as declarações de Maradona às quais temos
acesso são provocações a Pelé e absurdos
como "Continuem me chupando".
As notícias sobre Maradona e o vício em
drogas geralmente vieram através de exames
anti-doping ou boletins médicos de um dos
maiores jogadores da história internado
numa UTI. Não estamos acostumados a ver
Maradona falando de suas filhas - quer dizer,
ele fala bastante nelas, mas esse tipo de
entrevista nunca ganha a devida divulgação.
Não sabemos qual a opinião de Maradona sobre
a dependência química que viveu ou qual
sua verdadeira opinião sobre o assunto.
O
mais impressionante é poder constatar através
do filme que o mito Maradona é maior que
o próprio jogador Maradona. Que através
de sua conturbada vida, o astro argentino
foi muito mais longe que o seu futebol -
o que é estupendo, uma vez que com a bola
nos pés ele já foi longe demais. A ideia
de Kusturica era mostrar o que Maradona
representa para o mundo enquanto homem,
não enquanto futebolista apenas. Seus envolvimentos
políticos, independentemente de serem ou
não de uma ideologia da qual eu ou você
somos partidários, corroboram com a frase
que o ídolo de Maradona, Che Guevara, disse
sobre o futebol: "É uma arma da revolução".
Para Kusturica, conviver com Maradona foi
descobrir "Três Diegos": o ativista
politicamente incorreto com língua afiada,
o fanático por futebol e, acima de tudo,
o pai de família.
"Maradona
por Kusturica" foi produzido em 2008
e estreou no Festival de Cannes. Até onde
sei, o filme, infelizmente, não foi lançado
no Brasil - o que é realmente uma pena.
Se
tiver oportunidade, assista.
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 02/11 |
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Mais que um jogo
Jason McElwain, mais conhecido como J-Mac,
é autista. O autismo é uma desordem de comportamento
que altera a capacidade psicológica da pessoa
se comunicar, mesmo possuindo inteligência
e fala normais. Popularmente falando, conhece-se
uma pessoa autista como alguém que geralmente
é muito calado, praticamente não estabelece
conversa com outras pessoas. Não costuma
olhá-la nos olhos também. Resumindo, um
autista é alguém que se priva de relações
sociais. E, caso você pense naquele seu
primo que ficou caladão, estranhão, trancado
no quarto, não é disso que estamos falando.
Um autista não toma suas atitudes por opção,
mas por desvio de comportamento mesmo. É
uma doença grave e crônica. Não espere que
um autista tenha amigos ou namore.
Em
15 de fevereiro de 2006 Jason McElwain mudou
o mundo. O garoto de Greece, subúrbio da
cidade de Rochester, no estado de Nova York,
era autista, apesar dos muitos tratamentos
que teve para tratar do distúrbio. Uma das
coisas que J-Mac gostava era basquete, e
o esporte foi apontado como terapia para
que McElwain pudesse desenvolver suas habilidades
de comportamento - tecnicamente, é impossível
para um autista participar de atividades
de grupo, muito menos jogar basquete, um
jogo coletivo onde é necessário passar a
bola, dar ordens, receber ordens... Jim
Johnson resolveu presentear McElwain em
seu ano de concluinte e o escalou para jogar
a última partida da temporada 2005/2006,
no ginásio co Colégio Greece Athetna, contra
o Colégio Spencerport. Por segurança, afinal
de contas, McElwain poderia arruinar o jogo,
Johnson o colocou na quadra nos últimos
minutos da partida, com uma segura liderança
no placar. E a surpresa: em apenas quatro
minutos, McElwain marcou 20 pontos, uma
média que para qualquer jovem normal valeria
uma bolsa em uma grande universidade, como
Gonzaga ou Syracuse, e um caminho aberto
para a NBA. Seus arremessos eram precisos
e, sim, ele jogou coletivamente, passando
e recebendo a bola. O ginásio do Colégio
de Greece, que estava lotado, vibrava a
cada ponto marcado pelo garoto. Naquela
temporada, Kobe Bryant, do Los Angeles Lakers,
havia marcado 81 pontos num jogo. Concorreu
com Elwain no prêmio de Momento Inesquecível
do Esporte em 2006. Perdeu. Ao final do
jogo, vitória de Greece Athena por 79 a
43. E vitória ainda maior da família McElwain.
O
jovem nem mesmo foi capaz de se graduar,
pois teve que assistir a aulas de verão
e conseguir crédito extra. Ainda não entrou
para a faculdade. McElwain virou estrela,
tendo livro publicado, um filme produzido
sobre sua história e aparecendo em comerciais,
programas de TV e virou mito nos Estados
Unidos da América e no mundo.
E o
esporte mostrou que não alivia apenas vícios
e violência: é capaz de vencer até mesmo
uma desfunção psicológica que nem mesmo
a ciência tem a capacidade de evitar.
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 26/10 |
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Quando as águas do
Danúbio moviam os moinhos da Europa...
Bem antes dos milionários clubes ingleses,
espanhóis e italianos brigarem a tapas pelos
melhores jogadores para disputar a Liga
dos Campeões, o futebol europeu era domidado
pelos países da Europa Central. Em anos
pré-II Guerra Mundial, a Tchecoslováquia,
a Hungria, a Áustria, Iugoslávia, Romênia
e Itália ditavam as regras do jogo. Obviamente,
o único que se manteve neste patamar foi
a Itália. Mas, como aquelas eram as potências
da época, coube a elas se reunir para organizar
o primeiro grande campeonato europeu de
clubes.
Áustria, Hungria e Tchecoslováquia
já haviam participado de um grande torneio
no século anterior: a Copa Challenge, fundada
em 1897. No entanto, não poderia ser considerado
um torneio internacional, pois os três países
compunham uma única nação, o Império Austro-Húngaro.
O torneio durou até 1911, quando a Europa
já vivia à sombra de uma inevitável guerra.
Quando a I Guerra Mundial aconteceu, entre
1914 e 1918, o Impédio Austro-Húngaro foi
desmantelado e a Copa Challenge não fazia
sentido nenhum em existir. Mas os campeonatos
nacionais de clubes começaram a se profissionalizar.
Áustria, Hungria e Tchecoslováquia foram
os primeiros a aderir à profissionalização,
o que mostra como esses eram os clubes que
dominavam o cenário.
Em 1927 aconteceu
a primeira Copa Mitteleuropa, abreviada
para Copa Mitropa, que significa Copa da
América Central, com clubes dos três países
e da Iugoslávia. Mais tarde se juntaram
ao torneio Itália, Romênia e Suíça.
A
Copa Mitropa durou até 1939, quando teve
de ser interrompida pela II Guerra Mundial.
Em 1951 passou a se disputar um novo torneio,
chamado Copa Zentropa. Quatro anos depois
surgia a Copa dos Campeões.
COPA
MITROPA - ANO E CAMPEÕES 1927 - Sparta
Praga, Tchecoslováquia 1928 - Ferencváros,
Hungria 1929 - Újpest, Hungria 1930
- Rapid Viena, Áustria 1931 - First Viena,
Áustria 1932 - Bologna, Itália 1933
- Áustria Viena, Áustria 1934 - Bologna,
Itália 1935 - Sparta Praga, Tchecoslováquia 1936
- Áustria Viena, Áustria 1937 - Ferencváros,
Hungria 1938 - Slavia Praga, Tchecoslováquia 1939
- Újpest, Hungria
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 19/10 |
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Prêmio "Nobel"
do Esporte
Você já ouviu falar na Copa Olímpica?
Instituída em 1906 pelo Comitê Olímpico
Internacional, a Copa Olímpica, também conhecida
como Copa de Honra, é uma graduação idealizada
pelo amante dos esportes, o Barão Pierre
de Coubertin, idealizador também dos Jogos
Olímpicos da Era Moderna. A Copa Olímpica
não é concedida por títulos ou vitórias,
mas sim por valores. Até 1950 ela era oferecida
anualmente a entidades, clubes ou atletas
que contribuíssem para o desenvolvimento
do esporte. De 1950 em diante, a Copa passou
a ser ofertada exclusivamente a federações,
associações ou fundações esportivas, bem
como a cidades, estados ou países, mas não
mais a clubes e atletas. O prêmio também
passou a ser oferecido sem periodicidade
definida, sendo entregue apenas quando o
COI julgasse alguém merecedor - tanto que,
desde 2005, quando o Museu Olímpico de Lake
Placid recebeu a Copa, ninguém mais foi
laureado.
Por que isso interessa?
Porque existe um clube brasileiro que detém
a honra. É o único clube de futebol no mundo,
e a única instituição na América Latina
a recebê-lo, além de ter sido o último clube
no mundo a conquistar tal Copa: o Fluminense
Football Club, em 1949.
O Fluminense
fez a requisição do troféu em 1924, ao enviar
ao comitê um inventário completo de sua
história a instalações, contando inclusive
com a realização dos Jogos Latino-Americanos
de 1922, na sede do clube. Contou para esse
feito também a construção do Estádio das
Laranjeiras, o primeiro do país, para permitir
que o Brasil recebesse o Campeonato Sul-Americano
de Futebol, hoje Copa América, em 1919.
Nova tentativa foi feita em 1926, 1927 e
1936. A última tentativa aconteceu em 1948,
quando o Fluminense concorreu com o Conselho
Central de Educação Física da Grã-Bretanha.
Como os britânicos recebiam os Jogos Olímpicos
naquele ano, o Fluminense, numa atitude
diplomática, retirou sua candidatura. Um
exemplo de espírito esportivo que certamente
encantou os membros do COI. O Fluminense
candidatou-se novamente em 1949 e conquistou
a Copa Olímpica. Um título único que clube
brasileiro nenhum poderá obter.
E
hoje? Onde está esse Fluminense, que há
60 anos foi um exemplo de organização a
ponto de encantar o próprio Comitê Olímpico
Internacional?
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 12/10 |
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Campeões do Século
Argentina e Uruguai se enfrentam numa
batalha mortal nesta quarta-feira. O vencedor
pode condenar o perdedor a ficar fora da
Copa do Mundo de 2010.
Pode-se considerar
Argentina x Uruguai como a terceira maior
rivalidade da América do Sul, atrás de Brasil
x Argentina e de Brasil x Uruguai. No começo
do Século XX, no entanto, e, mais precisamente,
até 1930, a maior rivalidade do continente
era entre argentinos e uruguaios. As duas
seleções realizaram suas primeiras partidas
internacionais uma contra a outra. O primeiro
torneio internacional foi a Copa Lipton
de 1905, também entre argentinos e uruguaios.
E, mais que isso, dividem até hoje a condição
de países com o maior número de títulos
internacionais.
Ao total, são 19
para cada uma das duas. Mas o mais engraçado
são as coincidências entre os dois países,
que têm como símbolo de sua bandeira um
sol e camisas com a mesma tonalidade de
azul, o chamado "azul celeste".
Segundo
a RSSSF, a Fundação de Recordes e Estatísticas
do Futebol, Argentina e Uruguai já jogaram
197 vezes, sendo 176 delas jogos oficiais.
A Argentina leva vantagem: venceu 80 e perdeu
53 nos confrontos oficiais e venceu 10 e
perdeu 6 amistosos.
Mas se estamos
falando de títulos, vamos a uma lista de
campeonatos vencidos pelas duas seleções:
ARGENTINA Duas
Copas do Mundo Dois Ouros Olímpicos 14
Copas América Uma Copa das Confederações
(Copa do Rei) URUGUAI Duas Copas do
Mundo Dois Ouros Olímpicos 14 Copas
América Um Mundialito
Como pode-se
verificar, os títulos das duas seleções
são bastante semelhantes.
Mas partindo
para torneios não-oficiais, temos a Copa
Lipton, disputada entre as duas seleções
de 1905 a 1992.
ARGENTINA 19 Copas
Lipton URUGUAI 11 Copas Lipton
As
duas também disputaram um torneio chamado
Copa Newton, de 1906 a 1976.
ARGENTINA 17
Copas Newton URUGUAI 10 Copas Newton
E
houve entre os dois países cinco Copas Juan
R. Mignaburu. A Argentina venceu os cinco.
Em
1910, as duas seleções disputaram com o
Chile uma Copa América ainda não oficial.
Argentina e Uruguai venceram o Chile e se
enfrentaram na rodada decisiva da Copa América.
Deu Argentina, 4x1.
Enquanto Brasil
e Argentina tinham a Copa Roca, Brasil e
Uruguai tiveram a Copa Río Branco. Vamos
comparar estatística dos dois torneios em
separado.
ARGENTINA Seis Copas
Roca URUGUAI Três Copas Río Branco
A
Argentina disputou com o Chile a Copa Carlos
Dittborn Pinto. Venceu 8 vezes. Contra a
Seleção do Peru havia a Copa Mariscal Ramón
Castilla. Mais três títulos argentinos.
Os argentinos têm duas Copas Kirin, promovida
pela Federação Japonesa, uma Copa das Nações,
e uma Copa Artemio Franchi - torneio disputado
entre campeão da Copa América e Campeão
da Eurocopa, embrião para a Copa das Confederações,
do qual o Uruguai participou em 1985 e perdeu
para a França.
BALANÇO FINAL Entre
torneios oficiais e não-oficiais, a Argentina
leva larga vantagem sobre o Uruguai.
TOTAL
DE TÍTULOS ARGENTINA = 81 URUGUAI
= 43
E levando em conta apenas torneios
onde as duas seleções participaram.
TOTAL
DE TÍTULOS ARGENTINA = 61 URUGUAI
= 40.
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 05/10 |
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Brasil na Libertadores?
Semana passada comentamos sobre a origem
dos campeões de cada edição da Liga dos
Campeões - ou seja, como eles obtiveram
a classificação para aquela edição do torneio.
Desta
vez faremos uma análise parecida, mas num
sentido diferente e mais amplo: como o Campeão
Brasileiro se sai na Libertedores do ano
seguinte? E o Campeão da Copa do Brasil?
E os brasileiros que conquistaram a Libertadores,
de onde surgiram? E os brasileiros que chegaram
à final da Libertadore, mas não a conquistaram...
como eles se classificaram a Libertadores?
E o Campeão da finada Taça do Brasil? Como
se saiu na Libertadores?
O Campeonato
Brasileiro foi instituído em 1971. Antes
disse houveram torneios como a Taça Brasil
e o torneio Roberto Gomes Pedrosa. No entanto,
cada país mandava apenas UM representante
à Libertadores - e em várias ocasiões o
Brasil boicotou a competição. A Libertadores
só foi aberta a dois times de cada país
em 1966.
Como o campeão da Taça
do Brasil se saiu na Libertadores: 1959
- Bahia - Desempenho na Libertadores 60:
Eliminado na primeira fase, pelo San Lorenzo
da Argentina. 1960 - Palmeiras - Desempenho
na Libertadores 61: Perdeu a final para
o Peñarol do Uruguai. 1961 - Santos -
Desempenho na Libertadores 62: CAMPEÃO 1962
- Santos - Desempenho na Libertadores 63:
CAMPEÃO 1963 - Santos - Desempenho na
Libertadores 64: Eliminado na semi-final
pelo Independiente da Argentina. 1964
- Santos - Desempenho na Libertadores 65:
Eliminado na semi-final pelo Peñarol do
Uruguai. 1965 - Santos - Desempenho na
Libertadores 66: NÃO PARTICIPOU 1966
- Cruzeiro - Desempenho na Libertadores
67: Eliminado na segunda fase, com um ponto
a menos que Nacional do Uruguai. 1967
- Palmeiras - Desempenho na Libertadores
68: Perdeu a final para o Estudiantes da
Argentina. 1968 - Botafogo - Desempenho
na Libertadores 69: Não participou.
A
Taça Brasil acabou em 1968. Em 1969 e 1970
o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão,
criado em 1967, passou a contar como principal
competição nacional.
Como o campeão
do Torneio Roberto Gomes Pedrosa se saiu
na Libertadores: 1969 - Palmeiras
- Desempenho na Libertadores 70: Não participou. 1970
- Fluminense - Desempenho na Libertadores
71: Eliminado na primeira fase, com dois
pontos a menos que o Palmeiras.
Enfim,
em 1971 surgiu o Campeonato Brasileiro.
Como
o Campeão Brasileiro se saiu nas Libertadores: 1971
- Atlético Mineiro - Desempenho na Libertadores
72: Eliminado na primeira fase, sem nenhuma
vitória. 1972 - Palmeiras - Desempenho
na Libertadores 73: Eliminado na primeira
fase, ficando atrás do Botafogo no saldo
de gols. 1973 - Palmeiras - Desempenho
na Libertadores 74: Eliminado na primeira
fase, com três pontos a menos que o São
Paulo. 1974 - Vasco - Desempenho na Libertadores
75: Eliminado na primeira fase, com apenas
uma vitória. 1975 - Internacional - Desempenho
na Libertadores 76: Eliminado na primeira
fase, com quatro pontos a menos que o Cruzeiro. 1976
- Internacional - Desempenho na Libertadores
77: Eliminado na segunda fase, com quatro
pontos a menos que o Cruzeiro. 1977 -
São Paulo - Desempenho na Libertadores 78:
Eliminado na primeira fase, com apenas uma
vitória. 1978 - Guarani - Desempenho
na Libertadores 79: Eliminado na segunda
fase, com quatro pontos a menos que o Olímpia
do Paraguai. 1979 - Internacional - Desempenho
na Libertadores 80: Perdeu a final para
o Nacional do Uruguai. 1980 - Flamengo
- Desempenho na Libertadores 81: CAMPEÃO 1981
- Grêmio - Desempenho na Libertadores 82:
Eliminado na primeira fase, com apenas uma
vitória. 1982 - Flamengo - Desempenho
na Libertadores 83: Eliminado na primeira
fase, com cinco pontos a menos que o Grêmio. 1983
- Flamengo - Desempenho na Libertadores
84: Eliminado na segunda fase, ficando atrás
do Grêmio no saldo de gols. 1984 - Fluminense
- Desempenho na Libertadores 85: Eliminado
na primeira fase, sem nenhuma vitória. 1985
- Coritiba - Desempenho na Libertadores
86: Eliminado na segunda fase, com três
pontos a menos que o River Plate da Argentina. 1986
- São Paulo - Desempenho na Libertadores
87: Eliminado na primeira fase, com apenas
uma vitória. 1987 - Sport* - Desempenho
na Libertadores 88: Eliminado na primeira
fase, três pontos a menos que o Universitario
do Peru. 1988 - Bahia - Desempenho na
Libertadores 89: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Internacional. 1989 - Vasco - Desempenho
na Libertadores 90: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Nacional da Colômbia. 1990 - Corinthians
- Desempenho na Libertadores 91: Eliminado
nas oitavas-de-final pelo Boca Juniors da
Argentina. 1991 - São Paulo - Desempenho
na Libertadores 92: CAMPEÃO 1992 - Flamengo
- Desempenho na Libertadores 93: Eliminado
nas quartas-de-final pelo São Paulo. 1993
- Palmeiras - Desempenho na Libertadores
94: Eliminado nas oitavas-de-final pelo
São Paulo. 1994 - Palmeiras - Desempenho
na Libertadores 95: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Grêmio. 1995 - Botafogo - Desempenho
na Libertadores 96: Eliminado nas oitavas-de-final
pelo Grêmio. 1996 - Grêmio - Desempenho
na Libertadores 97: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Cruzeiro. 1997 - Vasco - Desempenho
na Libertadores 98: CAMPEÃO 1998 - Corinthians
- Desempenho na Libertadores 99: Eliminado
nas quartas-de-final pelo Palmeiras. 1999
- Corinthians - Desempenho na Libertadores
2000: Eliminado na semi-final pelo Palmeiras. 2000
- Vasco da Gama - Desempenho na Libertadores
2001: Eliminado nas quartas-de-final pelo
Boca Juniors da Argentina. 2001 - Atlético
Paranaense - Desempenho na Libertadores
2002: Eliminado na primeira fase, com apenas
uma vitória. 2002 - Santos - Desempenho
na Libertadores 2003: Perdeu a final para
o Boca Juniors da Argentina. 2003 - Cruzeiro
- Desempenho na Libertadores 2004: Eliminado
nas oitavas-de-final pelo Deportivo Cali,
da Colômbia. 2004 - Santos - Desempenho
na Libertadores 2005: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Atlético Paranaense. 2005 - Corinthians
- Desempenho na Libertadores 2006: Eliminado
nas oitavas-de-final pelo Boca Juniors da
Argentina. 2006 - São Paulo - Desempenho
na Libertadores 2007: Eliminado nas oitavas-de-final
pelo Grêmio. 2007 - São Paulo - Desempenho
na Libertadores 2008: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Fluminense. 2008 - São Paulo - Desempenho
na Libertadores 2009: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Cruzeiro.
Em apenas cinco ocasiões
o Campeão Brasileiro chegou à final. Venceu
em três delas, sendo a última em 1998. A
última final protagonizada por um Campeão
Brasileiro foi em 2003, com o Santos de
Diego e Robinho.
Na maioria das ocasiões,
o Campeão Brasileiro foi eliminado por um
próprio time brasileiro, embora isso tenha
acontecido diversas vezes por conta do regulamento.
Criada
em 1989, a Copa do Brasil ficou conhecida
como o caminho mais próximo à Libertadores.
Como seus campeões costumam se sair no torneio
continental? 1989 - Grêmio - Desempenho
na Libertadores 90: Eliminado na primeira
fase, com apenas uma vitória. 1990 -
Flamengo - Desempenho na Libertadores 91:
Eliminado nas quartas-de-final pelo Boca
Juniors da Argentina. 1991 - Criciúma
- Desempenho na Libertadores 92: Eliminado
nas quartas-de-final pelo São Paulo. 1992
- Internacional - Desempenho na Libertadores
93: Eliminado na primeira fase, sem nenhuma
vitória. 1993 - Cruzeiro - Desempenho
na Libertadores 94: Eliminado nas oitavas-de-final
pela Unión Española do Chile. 1994 -
Grêmio - Desempenho na Libertadores 95:
CAMPEÃO 1995 - Corinthians - Desempenho
na Libertadores 96: Eliminado nas quartas-de-final
pelo Grêmio. 1996 - Cruzeiro - Desempenho
na Libertadores 97: CAMPEÃO 1997 - Grêmio
- Desempenho na Libertadores 98: Eliminado
nas quartas-de-final pelo Vasco. 1998
- Palmeiras - Desempenho na Libertadores
99: CAMPEÃO 1999 - Juventude de Caxias
- Desempenho na Libertadores 2000: Eliminado
na primeira fase, com três pontos a menos
que El Nacional do Equador. 2000 - Cruzeiro
- Desempenho na Libertadores 2001: Eliminado
nas quartas-de-final pelo Palmeiras. 2001
- Grêmio - Desempenho na Libertadores 2002:
Eliminado na semi-final pelo Olímpia da
Paraguai. 2002 - Corinthians - Desempenho
na Libertadores 2003: Eliminado nas oitavas-de-final
pelo River Plate da Argentina. 2003 -
Cruzeiro - Desempenho na Libertadores 2004:
Eliminado nas oitavas-de-final pelo Deportivo
Cali, da Colômbia. 2004 - Santo André
- Desempenho na Libertadores 2005: Eliminado
na primeira fase, com um ponto a menos que
o Palmeiras. 2005 - Paulista - Desempenho
na Libertadores 2006: Eliminado na primeira
fase, com apenas uma vitória. 2006 -
Flamengo - Desempenho na Libertadores 2007:
Eliminado nas oitavas-de-final pelo Defensor
do Uruguai. 2007 - Fluminense - Desempenho
na Libertadores 2008: Perdeu a final para
a LDU do Equador. 2008 - Sport Recife
- Desempenho na Libertadores 2009: Eliminado
nas oitavas-de-final pelo Palmeiras.
Em
quatro ocasiões tivemos campeão da Copa
do Brasil disputando uma final, vencendo
três delas - a última em 1999. A última
vez que um Campeão da Copa do Brasil chegou
à final foi em 2008, o Fluminense de Thiago
Neves e Renato Gaúcho.
O Brasil só
teve dois títulos da Libertadores nos anos
60: Santos, em 62 e 63. Em 1962 o time disputou
a competição como Campeão da Taça Brasil
de 1961. E em 1962 disputou como campeão
da Libertadores anterior, mas mesmo assim,
venceu também a Taça Brasil 62 - abrindo
vaga para o vice, Botafogo, jogar a Libertadores
também. Portanto, neste caso o Santos a
jogou como Campeão da Libertadores de 1963.
Analisando
de onde vieram os times brasileiros que
conquistaram a Libertadores, temos: 1962
- Santos - Modo de Classificação: Campeão
da Taça Brasil 1961 1963 - Santos - Modo
de Classificação: Campeão da Libertadores
1962. 1976 - Cruzeiro - Modo de classificação:
Vice-campeão Brasileiro em 1975. 1981
- Flamengo - Modo de classificação: Campeão
Brasileiro em 1980. 1983 - Grêmio - Modo
de classificação: Vice-campeão Brasileiro
em 1982. 1992 - São Paulo - Modo de classificação:
Campeão Brasileiro em 1991. 1993 - São
Paulo - Modo de classificação: Campeão da
Libertadores em 1992. 1995 - Grêmio -
Modo de classificação: Campeão da Copa do
Brasil em 1994. 1997 - Cruzeiro - Modo
de classificação: Campeão da Copa do Brasil
1996. 1998 - Vasco da Gama - Modo de
classificação: Campeão Brasileiro em 1997. 1999
- Palmeiras - Modo de classificação: Campeão
da Copa do Brasil em 1998. 2005 - São
Paulo - Modo de classificação: 3º colocado
no Campeonato Brasileiro em 2004. 2006
- Internacional - Vice-campeão Brasileiro
em 2005.
E os brasileiros que
perderam a final? Como eles chegaram à Libertadores?
1961
- Palmeiras - Modo de Classificação: Campeão
da Taça Brasil de 1961. Perdeu para: Peñarol
do Uruguai. 1968 - Palmeiras - Modo de
classificação: Campeão da Taça Brasil de
1967. Perdeu para: Estudiantes da Argentina. 1974
- São Paulo - Modo de classificação: Vice-campeão
Brasileiro de 1973. Perdeu para: Independiente
da Argentina. 1977 - Cruzeiro - Modo
de classificação: Campeão da Libertadores
1976. Perdeu para: Boca Juniors da Argentina. 1980
- Internacional - Modo de classificação:
Campeão Brasileiro de 1979. Perdeu para:
Nacional do Uruguai. 1984 - Grêmio -
Modo de classificação: Campeão da Libertadores
1983. Perdeu para: Independiente da Argentina. 1994
- São Paulo - Modo de classificação: Campeão
da Libertadores 1993. Perdeu para: Vélez
Sarsfield da Argentina. 2000 - Palmeiras
- Modo de classificação: Campeão da Libertadores
1999. Perdeu para: Boca Juniors da Argentina. 2002
- São Caetano - Modo de classificação: Vice-campeão
Brasileiro de 2001. Perdeu para: Olímpia
do Paraguai. 2003 - Santos - Modo de
classificação: Campeão Brasileiro de 2002.
Perdeu para: Boca Juniors da Argentina. 2005
- Atlético Paranaense - Modo de classificação:
Vice-campeão Brasileiro de 2004. Perdeu
para: São Paulo. 2006 - São Paulo - Modo
de classificação: Campeão da Libertadores
em 2005. Perdeu para: Internacional. 2007
- Grêmio - Modo de classificação: 3º colocado
no Campeonato Brasileiro de 2006. Perdeu
para: Boca Juniors da Argentina. 2008
- Fluminense - Modo de classificação: Campeão
da Copa do Brasil 2007. Perdeu para: LDU
do Equador. 2009 - Cruzeiro - Modo de
classificação: 3º colocado no Campeonato
Brasileiro de 2008. Perdeu para: Estudiantes
da Argentina.
Ou seja, de 15 finais
que equipes brasileiras perderam, NOVE foi
para times argentinos - quatro vezes o Boca,
duas vezes o Estudiantes, duas o Independentie
e uma vez o Vélez Sarsfield.
E a
curiosidade final: o Brasil participou de
26 finais de Copas Libertadores. Em duas
delas, no entanto, tivemos dois brasileiros
a disputando, o que faz com que tenhamos
tido no total 28 finalistas.
Desses
28, seis estavam defendendo o título - ou
seja, classificaram-se à Libertadores como
campeões do ano anterior; e seis foram Vice-campeões
Brasileiros; cinco foram Campeõres Brasileiros;
quatro foram campeões da Copa do Brasil,
três classificaram-se na tabela do Brasileirão
e três classificaram-se pela Taça Brasil.
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 28/09 |
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De onde veio o campeão?
- Liga dos Campeões da UEFA
De que maneira o campeão de cada edição
da Liga dos Campeões chegou ao torneio?
Sendo campeão nacional? Vice-campeão nacional?
Terceiro lugar? Campeão da própria Liga
dos Campeões? Vamos conferir cada caso,
desde que o torneio tem esse nome. -
1993: Olympique Marseille - Campeão Francês
em 1992 - 1994: AC Milan - Vaga garantida
como vice-campeão de 1993, pois o campeão
Olympique Marseille foi punido e suspenso
do torneio, mas, em todo caso, o Milan foi
campeão Italiano em 1993 - 1995: Ajax
- Campeão Holandês em 1994 - 1996: Juventus
- Campeão Italiano em 1995 - 1997: Borussia
Dortmund - Campeão Alemão em 1996 - 1998:
Real Madrid - Campeão Espanhol em 1997 -
1999: Manchester United - Vice-campeão Inglês
em 1998. Disputou a fase pré-qualificatória. -
2000: Real Madrid - Vice-campeão Espanhol
em 1999 - 2001: Bayern de Munique - Campeão
Alemão em 2000 - 2002: Real Madrid -
Campeão Espanhol em 2001 - 2003: AC Milan
- Quarto colocado no Campeonato Italiano
em 2002. Disputou a fase pré-qualificatória. -
2004: Porto - Campeão Português em 2003 -
2005: Liverpool - Quarto colocado no Campeonato
Inglês em 2004. Disputou a fase pré-qualificatória. -
2006: Barcelona - Campeão Espanhol em 2005 -
2007: AC Milan - Terceiro colocado no Campeonato
Italiano em 2006. Disputou a fase pré-qualificatória. -
2008: Manchester United - Campeão Inglês
em 2007 - 2009: Barcelona - Terceiro
colocado no Campeonato Espanhol em 2008.
Disputou a fase pré-qualificatória.
Até
2002, havia um favoritismo maior dos campeões
nacionais. De 2003 para cá, há uma alternância
entre campeões nacionais e equipes classificadas
por terceiras ou quartas colocações em seus
campeonatos, passando por fase pré-qualificatória.
Caso
essa alternância fosse lógica, o que não
é, esse ano teríamos um campeão proveniente
de título nacional - o que reforçaria uma
possibilidade de bi-campeonato do Barcelona.
Desde
1993 não temos um bicampeão. O último bicampeão
foi o AC Milan, em 1989 e 1990, quando a
competição ainda se chamava Copa Europeia.
Nos primeiros anos da Liga, com sua nova
fórmula, era corriqueiro que um clube chegasse
a finais consecutivas, embora não necessariamente
as vencesse. O Milan perdeu a final em 1993,
venceu em 1994 e perdeu em 1995. O Ajax
venceu em 1995 e perdeu em 1996. A Juventus
venceu em 1996 e perdeu em 1997 e 1998.
O Valencia perdeu em 2000 e 2001. De 2001
até aqui, só o Manchester United, em 2008
e 2009, atingiu duas finais consecutivas.
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 21/09 |
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A pátria de raquetes
Houve um tempo em que o Brasil já teve,
efetivamente, na elite do tênis mundial,
conquistando títulos de Grand Slam e se
consolidando como uma grande potência do
esporte, graças a um talento individual.
E obviamente deixo esses adjetivos e substantivos
em abertos para induzir você a pensar que
falo de Gustavo Kuerten. Não, não falo do
Guga, apesar de achá-lo um jogador igualmente
genial, mas sim de Maria Esther Bueno.
Maria
Esther Audion Bueno já figurou num Topetudo
de Bola aqui no Fanático como a maior atleta
brasileira fora de um campo de futebol.
Injustiça. Maria Bueno, como é conhecida
fora do país, merece a honra de ser a legítima
maior atleta brasileira de todos os tempos,
incluindo neste ranking masculino e feminino
- sim, ela supera Pelé e Ayrton Senna sem
a menor dificuldade. E este esquecimento
é a prova da memória do brasileiro para
qualquer coisa que não seja futebol ou automobilismo.
Sua
primeira final de Grand Slam foi em 1959,
quando venceu o tradicionalíssimo Campeonato
de Wimbledon. No mesmo ano veio o primeiro
US Open, numa época que ainda era conhecido
como US Championships e era jogado na grama.
Em 1960, o bicampeonato de Wimbledon e mais
uma final de US Open, esta perdida para
Christine Truman Janes. O bi do US Open
só aconteceu em 1963. No ano seguinte, vice-campeonato
em Roland Garros e tricampeonato de Wimbledon
e do US Open. Em 1965, dois vices: Aberto
da Austrália e Wimbledon. Repetiu o vice
de Wimbledon em 1966, ano em que tornou
a conquistar o US Open, seu último grande
título individual.
Em duplas femininas,
são 11 títulos, a maior parte deles ao lado
de Darlene Hard. Mas Maria Bueno já conquistou
títulos ao lado de lendas como Billie Jean
King e Margaret Court. Ao todo, os campeonatos
de duplas de Bueno: 5 Wimbledon, 4 US Opens,
um Aberto da Austrália e um Roland Garros.
De quebra, ainda tem um Roland Garros de
duplas mistas.
Fosse hoje em dia,
Maria teria bonequinha, revista, camiseta,
shampoo, pasta de dente, refrigerante, álbum
de figurinhas, grife... tudo com sua marca.
Mas como memória de brasileiro é curta,
"Maria", só Nossa Senhora, e "Bueno",
só o Galvão.
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ESPECIAL
- POR THIAGO LEAL - 14/09 |
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Eliminatórias da Copa
- O gigante tombou...
Desde o princípio não é novidade seleções grandes ficando fora de Copa do
Mundo. Mas ignoremos o período entre 1930
e 1966, por entender que o futebol era outro
esporte. A Copa do Mundo de 1970 definiu
o futebol moderno. De 1974 para cá, podemos
considerar um G7 das principais forças do
futebol mundial: Brasil, Itália, Alemanha,
Argentina, França, Inglaterra e Holanda.
Seis delas já foram campeãs mundiais pelo
menos uma vez. E a Holanda disputou duas
finais e sempre se mostrou forte em Copas
do Mundo. A Espanha enquadra-se num nível
específico. Embora não vá bem em Copas do
Mundo, os espanhóis participam de todas
desde 1978. O bicampeão mundial Uruguai
caiu de nível após sua última grande participação,
em 1970, e pode ser consierado uma força
de segundo escalão, ao lado de Suécia, Dinamarca,
Portugal, Polônia, Noruega, Croácia, Paraguai,
México... é aquele caso onde as seleções
são boas, algumas até tiveram participações
recentes marcantes, mas você não sente falta
delas numa Copa do Mundo.
E o futebol
africano merece uma classificação à parte.
Os últimos tempos determinaram Camarões
e Nigéria como as principais forças do continente.
Os outros nomes como Costa do Marfim, Gana,
Senegal, Togo, etc., são nomes menos habituais,
mas respeitados pelo fato dos africanos
sempre aprontarem para cima de seleções
maiores.
Levando esse parâmetro em
consideração, temos nove Copas do Mundo
“modernas”: 74, 78, 82, 86, 90, 94, 98,
02 e 06. Destas, apenas em 98 e 06 tivemos
todos os membros do G7.
Em 1974 nem
França, nem Inglaterra participaram. A Inglaterra
também ficou de fora de 1978. Em 1982 foi
a vez da Holanda não participar, fato que
se repetiu em 1986. Em 1990 não tivemos
a França, e em 1994 também não – ano em
que a Inglaterra voltou a ficar de fora.
E em 2002, novamente a Holanda.
O
caso da França em 1994 foi absolutamente
ridículo. A Seleção Francesa tinha mais
dois jogos, ambos em casa, e precisava pelo
menos EMPATAR um deles para ir ao Mundial.
Os adversários? Israel e Bulgária. Perdeu
ambos de virada por, respectivamente, 3-2
e 2-1.
De 1970 para cá, apenas Brasil,
Itália e Alemanha participaram de todas
as Copas do Mundo. De 1974 para cá, a Argentina
se junta ao escalão. E de 1978 até o presente
é a vez a Espanha entrar neste clube exclusivo.
Ou seja, a Espanha, que ainda briga pelo
seu lugar no grupo de cima, é mais constante
que Holanda, França e Inglaterra.
A
Copa do Mundo de 2010 corre o risco de ficar
sem Argentina e França, além de Portugal,
o que não faria tanta diferença assim –
de 1974 pra cá, Portugal só disputou as
Copas de 86, 02 e 06, e antes disso apenas
a de 66.
Mas gigantes ficando fora
do Mundial, como se vê, não é algo tão fora
do comum e acontece praticamente em toda
edição da Copa. Nas últimas quatro Copas,
isso ocorre alternadamente entre um Mundial
e outro. Ou seja, é perfeitamente possível
termos Argentina e França sem passaporte
para a África do Sul.
Caso isso realmente
aconteça, não há dúvidas de que a própria
Copa do Mundo é quem vai sofrer uma baixa.
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