EDITORIAL - 09/11

Na saúde e na doença

O lema dos carteiros diz que "Nem a neve, nem a chuva, o calor ou a escuridão da noite impedirão o carteiro de entregar sua correspondência". Podemos dizer que no Fanático Esporte Clube, nem doenças, nem jornadas de trabalho longas e nem mesmo feriados nos impede de cumprir nosso trabalho. Bom... pelo menos atrasamos um pouco. Ou atrasamos muito. Mas no final das contas, cumprimos a atualização.

Nesta semana, isso tornou a acontecer. A atualização que deveria vir na segunda-feira e geralmente vinha acontecendo apenas às quartas atrasou mais que de costume e acabamos indo ao ar apenas na sexta-feira. Um forte problema de saúde abalou um dos nossos editores. Como ao todo somos dois editores com mais alguns gringos sem noção que só servem para escrever abobrinhas, podemos dizer que metade do site passou boa parte da semana inoperante, o que resultou com a não-atualização. Junte isso à diferença de fuso de uma hora entre as cidades onde os dois editores moram e pronto: acontece um desencontro que sempre atrapalha o andamento do sítio.

Mas como diz outro velho ditado... a atualização do Fanático Esporte Clube tarda, mas não falha. E aqui estamos no ar novamente.

Abraços a todos,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 02/11

O melhor campeonato do mundo e o risco de uma hegemonia

Acabou-se algo que estava muito divertido em 2009: o Mundial de Fórmula 1. E, embora uns já falem no fenômeno que ainda não aconteceu, que é o Bruno Senna, e no Barrichello já favorito em 2010 só por ter assinado com a Williams, vamos deixar que os testes sejam realizados e voltar a falar em Fórmula 1 só quando a temporada 2010 de fato começar. Até porque, no presente momento, tem algo muito mais interessante acontecendo: o Campeonato Brasileiro.

Qualidade técnica à parte, qual o campeonato que chega às rodadas finais com cinco clubes com chances reais de título? Palmeiras, São Paulo, Atlético Mineiro, Internacional e Flamengo - acredito eu, Cruzeiro já esteja fora, mas está na briga pela Libertadores, claro. A fórmula atual aplicada nesta edição 2009 em particular tem se mostrado muito mais emocionante que os pontos corridos. O medo instalado em 2003, que se visse um clube disparar e não ser alcançado, como praticamente foi o caso daquele Cruzeiro, agora se mostra uma ameaça distante. Pelo menos até aqui. Neste ponto, o Brasileirão tem se diferenciado dos campeonatos nacionais da Europa e se mostrado mais emocionante.

O problema é uma semelhança que ainda pode se guardar: na Espanha, os últimos dez campeonatos tiveram apenas quatro campeões diferentes. Em quatro deles, foi o Real Madrid e em três o Barcelona. Na Inglaterra, os últimos 14 campeonatos tiveram apenas TRÊS campeões diferentes, com o Manchester ficando com NOVE desses títulos. Os últimos dez campeões italianos variam apenas entre cinco clubes, sendo que quatro desses campeonatos ficaram com a Internazionale, dois com a Juventus e dois com o Milan - o título de 2005, cassado da Juventus, obviamente não entra na conta. Na Alemanha, a variação dos últimos dez acontece também entre cinco clubes, mas com o Bayern Munique com seis conquistas. Na França, em dez campeonatos tivemos quatro campeões diferentes, com sete títulos nas mãos do Olympique Lyonnais. E em Portugal, quatro campeões entre os últimos dez, com seis títulos para o Porto.

O risco do São Paulo vencer o Sampeonato Brasileiro deste ano e se igualar a Porto e Internazionale, atuais tetracampeões, é grande. Não é a fórmula do Campeonato, mas a organização dos clubes que pode acabar levando à criação de uma hegemonia no Brasil. O São Paulo, nesta história toda, só tem méritos. Não torço contra o tetracampeonato são-paulino por acreditar que essa hegemonia não seja boa ao futebol brasileiro. Muito pelo contrário! Torço para que continuem a sequência, porque fica o exemplo para todos os outros aí, na cara. Seria inteligente segui-lo.

Abraços a todos,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 26/10

Achei!

O quê? O que eu procurava na semana passada: o futebol! Sim, o bom e velho futebol estava ali, na Europa, no jogaço entre Real Madrid e Milan - o melhor jogo do ano até agora. Não que o jogo tenha sido 90 minutos de emoção, porque não foi. Na verdade, teve vários momentos de tédio embora, no geral, tenha sido, sim, um jogo emocionante. Mas ali o futebol parecia ter mais que futebol. Todos os significados em torno de um clássico daquele quilate pareciam estar presentes. A começar pelo peso de Real Madrid e Milan.

Os dois são os grandes campeões de Ligas dos Campeões na história do torneio. E vêm de conquistas recentes, nos anos 90 e 2000. O Real Madrid leva a vantagem de nove títulos contra sete, e continua a se afirmar o maior clube de todos os tempos. O Milan vem perseguindo esta marca e tem tido mais sucesso que o Madrid nos últimos seis anos. Essa poderia ser uma divisão que afete mais a história dos dois clubes e a torcida, e não o elenco, mas se você parar e pensar, muitos dos jogadores que estiveram presentes nas últimas conquistas dos dois clubes (Real Madrid em 2000 e 2002, Milan em 2003 e 2007) estavam lá presentes. E um deles estava no lado oposto, que era o Kaká.

O Madrid também entrou em campo como absoluto favorito e o Milan, do alto de sua grandeza, fora transformado em pequeno por uma sucessão de fatores. Chegou a ser quase como uma briga de gigante contra pequeno, embora os dois clubes ali fossem do mesmo tamanho - para se ter ideia do favoritismo que rodeava o Real Madrid. E como se não bastasse, o jogo começa com vitória madrilenha devido a um frango de Dida!

O empate e a virada do Milan, por Pirlo e Pato, o empate do Real Madrid e o gol da vitória do Milan, mais uma vez, por Pato, acabaram sendo responsáveis pela abertura oficial da temporada 2009/10 do futebol europeu. Foi o primeiro jogo memorável do ano.

Pareceu até final de Liga dos Campeões. E, quem sabe, de repente esse duelo se repita exatamente lá, na decisão.

Abraços,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 19/10

Onde foi parar o futebol?

Enfim, a situação se definiu, com a Argentina classificada para a Copa do Mundo, conforme assunto abordado no último editorial. Guardada a emoção, no entanto, do risco da Argentina ficar de fora da Copa do Mundo e dos carrinhos violentos e as rusgas entre os jogadores das duas seleções, este Argentina x Uruguai saiu bem pior que a encomenda. O que se esperava era um jogo emocionante, com bolas na trave, gols, defesas espetaculares, lances polêmicos... no final das contas o que aconteceu foi uma partida tão normal quanto Brasil x Venezuela, no Mato Grosso do Sul, com exceção, conforme já comentei, da ameaça de ter a Argentina fora da Copa do Mundo, o que guardou alguma expectativa.

Isso me faz lembrar o subtítulo do filme Boleiros, que é "Era uma vez o futebol". Por mais que tentemos criar mitos e jogos históricos, o futebol é cada vez mais um negócio e cada vez menos moral. Claro que temos exceções, como foi Argentina e Peru - aquele sim, um jogo épico, ou pelo menos sombra disso. Mas no geral, o jogador de futebol é cada vez mais um trabalhador interessado em executar bem (ou mesmo mal) aquele serviço para o qual foi contratado. No final de um jogo que perdeu, obviamente o jogador está triste. Mas ele também tem contas a pagar, pode ter esposa, filhos, e certamente aquele assunto ocupa sua cabeça, bem como seus hobbies e seus gostos pessoais. Quando o jogador ainda se identificava com o clube ou mesmo com a seleção, ainda havia a amargura pela derrota - pensando em quem hoje em dia ainda é assim, John Terry garante que até hoje tem pesadelos com o pênalti que perdeu na decisão da Liga dos Campeões. Alguém acha que o sonolento Anelka, que perdeu o pênalti decisivo, tem o mesmo problema? E aqui quero pegar Anelka como um POSSÍVEL exemplo de trabalhador, o jogador comum, que não tem todos esses laços com o clube, e não como um vilão mascarado. Quem sou eu para criticar o Anelka? O cara está lá, de uniforme azul, fazendo o trabalho dele. Eu é quem espero demais. Espero um amor que não tem obrigação de existir.

Olhando com esses olhos, Argentina x Uruguai foi um jogo ruim do mesmo jeito. Mas não deveria me surpreender, pois, pelo futebol que as duas seleções vinham jogando, seria ruim de qualquer forma. E é esse o futebol moderno. Técnico, tático. Os jogos mais plásticos e encantadores são exceções que ainda acontecem, mas não são um padrão, até porque ele nem sempre se mostra a melhor resposta - vide a Holanda de 1974, o Brasil de 1982 ou a Argentina de 2006.

A culpa não é dos profissionais que cumprem seus contratos. É minha, que exige demais disso tudo e insiste em ver mágica onde há trabalho.

E o editorial, que deveria apresentar as atualizações do site, tornou-se uma reflexão e um desabafo. Em tempo, não deixem de ler um excelente texto de Flávio Gomes em seu blog no iG.

Claro, não poderia me despedir sem dizer: Congratulations, Jenson Button!

Abraços a todos,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 12/10

Semana de um dia só

O Fanático Esporte Clube, que geralmente atrasa um dia em sua publicação, esta semana atrasou dois. Bom, poderíamos dizer que foi em decorrência do feriadão, mas a verdade é que o motivo não importa. Entrando no ar hoje, quarta-feira, dia 14 de outubro, o Fanático é atualizado exatamente no único dia desta semana que importa, afinal de contas, podemos presenciar algo que não se vê há 40 anos: a Argentina fora da Copa do Mundo.

Estivesse em situação um pouco melhor, este editorial poderia exaltar Martín Palermo e as reviravoltas que acontecem no esporte. O jogo espetacular de sábado, com a Argentina vencendo por 1x0 até os 44 minutos do segundo tempo, quando o Peru empatou e ele, Palermo, aos 48 minutos deu a vitória aos argentinos é daquelas histórias previsíveis e manjadas do esporte, mas que continuam a ter graça e arrepiar os torcedores apaixonados por futebol: um cara que estava com a carreira eternamente manchada por perder três pênaltis num mesmo jogo se tornaria o grande salvador do futebol de seu país ao marcar, no final dos acréscimos, um gol que classificaria a seleção à Copa do Mundo.

Porém isso não aconteceu ainda, justamente por causa desta quarta-feira. Aqui saberemos se Palermo será lembrado como um herói pelo seu gol salvador de domingo... ou se esse fato será apenas mencionado como impressionante, uma vez que, com a Argentina fora da Copa do Mundo, o tal jogo contra o Peru já não faria mais nenhuma diferença.

E que legal seria se hoje tivéssemos mais um clichê: a Argentina perdendo até os minutos finais e... pênalti. Quem para cobrar? Palermo!

Querer que eu crie um final para essa cena, no entanto, já é pedir demais.

Abraços,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 05/10

Na reta final

Embora dificilmente o Palmeiras perca o Campeonato Brasileiro, discordo da maioria das mesas redondas que andei vendo que dizem que o título já está decidido. É bom não duvidar muito do São Paulo Futebol Clube, coisa que se aprendeu nesses últimos quatro anos... ou seria não duvidar muito de Muricy Ramalho, que está do outro lado?

Independentemente disso, se tem um Campeonato prestes a se decidir, é o Mundial de Fórmula 1, após mais uma corrida tediosa na madrugada de sábado para domingo que só serviu para manter os Fanáticos acordados. Fazer o que... obrigações jornalísticas. Não, não temos mais a coluna Luz Verde, que se manteve atualizada no site durante a temporada 2008, mas continuamos falando dos boxes, das pistas e do pódio em nosso blog On The Pitwall.

Decisão também por parte das Eliminatórias da Copa do Mundo. Com certeza essa modorrenta semana que se passou deve ser bem diferente desta que se segue, com a situação da Argentina por se definir. Maradona resolveu rechear seu elenco com nove jogadores de clubes argentinos, entre eles Palermo; e Sérgio Agüero, genro de Dieguido, abriu polêmica ao dizer que não tem medo nenhum, pois o Peru não joga nada. Enquanto isso, a CBF se preocupa mais com o Campeonato Mundial Sub20, uma vez que a Seleção principal já definiu sua classificação ao Mundial da África do Sul e Dunga realiza últimos ajustes do time na temporada.

É... pauta provavelmente cheia para semana que vem.

Grande abraço a todos,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 28/09

Ausências

Ainda estamos nos habituando ao novo formato do Fanático Esporte Clube. E foi por essa razão que cometemos alguns equívocos. Na semana passada as colunas de Thiago Leal e Alexandre Sampedro que deveriam ter sido publicadas na quinta-feira simplesmente não aconteceram. E agora o conteúdo normal entra no ar com um dia de atraso - o normal seria que a atualização acontecesse às segundas-feiras, não às terças.

Coisas do jornalismo independente.

Teremos mais organização nesta semana para que nossos principais colunistas não tenham seus conteúdos prejudicados. Ainda mais pela pluralidade de eventos que vêm tomando conta do futebol atualmente. A começar pelo próprio Campeonato Brasileiro, assunto bem menos recorrente em nossos artigos, mas que entra em sua reta final, como sempre, bem aberto, apesar de uma relativa vantagem do líder Palmeiras. As polêmicas de arbitragem seguem aquecendo o Brasileirão e o cerco à FIFA fecha-se cada vez mais, com uma pressão absurda por parte da mídia para que se utilize recursos eletrônicos em benefício do jogo.

Como o final de semana foi de Fórmula 1, o automobilismo tem mais uma semana de evidência, principalmente pela possibilidade do acordo entre Fernando Alonso e Ferrari e todas as coincidências entre essa parceria e aquela que há mais de dez anos trouxe Michael Schumacher pela Benetton. Mais que isso, Alonso faz alguns torcedores brasileiros temerem um revival da relação entre Schumacher e Rubinho na Ferrari.

Todos esses assuntos são discutidos em meio à atualização das seções expressas do sítio. Confira e aguarde a atualização da próxima semana, que esperamos cumprir sem atrasos.

Abraços a todos,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 21/09

Nelsinho

Esta foi uma segunda-feira onde, finalmente, o escândalo envolvendo o acidente de Nelsinho Piquet ordenado por Flavio Briatore se resolveu, com a punição do ex-gerente da Renault, um chamado de atenção à equipe e um perdão a Nelsinho - o que foi considerado absolutamente equivocado por parte do nosso colunista canadense Stefan Lorax.

Independentemente de qualquer coisa, o evento nos leva a uma reflexão de onde termina o fair play. Até onde pode ir o jogo de equipe. O quanto utilizar um recurso como uma infração é válido no esporte. No futebol é muito comum que um jogador recorra a uma falta proposital para parar uma jogada que seria gol, e acaba expulso por isso. Mas nunca é criticado por ter optado pela falta. É comum até que treinadores deem ordem a seus jogadores para fazer pequenas faltas de modo a parar a jogada.

Mas até onde isso é válido?

Se você parar para pensar, a falta é um crime dentro das regras do futebol. Pedir a seu jogador "faça a falta, ele te expulsa, você paga um jogo de suspensão e tudo bem" não seria, guardadas das devidas proporções, o mesmo que você, eventualmente, estar disputando uma vaga de emprego com alguém e pensar "Vou quebrar o carro desta pessoa. Eu serei processado, mas ela não chegará à entrevista e o emprego será meu. Depois eu encaro o processo"?

Levando isso para a Fórmula 1... não seria uma corrida um esporte individual, embora tenha equipes? Então até onde é ético, não apenas pedir que seu piloto cause um acidente, mas pedir qualquer forma de favorecimento a outro piloto? Em 1988, na McLaren, Ayrton Senna e Alain Prost eram livres para disputar as posições, assim como Lewis Hamilton e Fernando Alonso em 2007 pela mesma equipe inglesa. Não deveria ser sempre assim?

Ou alguém acharia justo que um empresário, dono dois times de futebol que, por acaso, caiam no mesmo grupo de um campeonato, ordene que um dos times abra o jogo em benefício do outro?

O FEC propõe a discussão.

Abraços a todos,
Equipe Fanático Esporte Clube

 

  EDITORIAL - 14/09

E o Fanático Esporte Clube muda mais uma vez

Ora! Se um clube de futebol muda constantemente seu elenco, excluindo as peças que não funcionam e tentando sempre buscar atletas mais eficazes (com exceção dos clubes brasileiros), por que não podemos mudar pelo menos uma vez por ano, sempre que identificamos problemas em nossa sistemática de trabalho.

O formato de várias seções com temas pré-definidos que foi adotado e utilizado por um ano não funcionou muito bem. Muitas vezes carecíamos de bons assuntos, e ter que fazer piadinhas com todos eles se revelou cansativo e forçado, tanto para quem lia quanto para quem escrevia. No final das contas, estávamos perdendo o prazer em atualizar nossa página, o que não pode acontecer ao trabalho de ninguém.

É por isso que antecipamos as reformas que tínhamos programado para outubro, quando o site completaria seis anos de idade.

As seções 'engoliu o apito', 'metendo a mão', 'gol contra', 'jogos para esquecer' e 'pernas de pau' saem. Em seu lugar entram colunas avulsas de Thiago Leal e Alexandre Sampedro, Clubes do Mundo, Destaques e Especial.

O sítio também terá atualizações em dois momentos distintos. Na segunda-feira, entra praticamente todo o conteúdo, com exceção das colunas de Leal e Sampedro, que irão ao ar nas quintas-feiras.

A capa também mudou: ao invés de fotos de destaques semanais, teremos imagens correspondentes ao conteúdo das colunas publicadas no sítio.

E desta forma esperamos, mais uma vez, agradar a você leitor.

Abraços,

Fanático Esporte Clube
Mudando constantemente seu esquema de jogo

 

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